Isso nem é uma receita, mas depois que você conhece o EXTRATO de baunilha nunca mais conseguirá usar essas essências artificiais.
Coloque duas favas de baunilha cortadas ao meio em uma garrafa de Vodka (eu usei a Stolichnaya), chacoalhe e guarde.
Com o passar do tempo a vodka ganhará um lindo tom de caramelo. Mas não se empolgue, para o seu extrato ficar pronto demora DOIS MESES. Eu digo isso porque no dia seguinte fui ver o meu "experimento" e a vodka já estava dourada, mas depois de dois meses é que as favas soltam uma boa parte de seu aroma e sabor.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Bolo de Chocolate sem farinha da Miss Dahl
Primeiro quero falar do programa Delicious Miss Dahl (passa no Fox Life). Tem uma apresentadora que parece uma boneca de porcelana, um cenário fofo e receitas deliciosas (e fáceis) que ela apresenta de acordo com o humor do dia.
Essa receita é do bolo de chocolate mais gostoso que já comi na minha vida. Fiz três vezes, uma no aniversário do Marcelo (ficou P-E-R-F-E-I-T-O), outra para o Léo (o forno estava muito alto e o bolo queimou) e a última foi no sábado para a minha família (usei uma forma grande e ele ficou parecendo um brownie).
Sei que você deve estar pensando: "Como assim? Um bolo sem farinha?!". E eu te respondo: "Sem farinha e sem fermento". Mas ele fica delicioso e, apesar de ter bastante chocolate, não fica enjoativo. Mas, vou parar as divagações e parênteses e vou direto à receita.
Essa receita é do bolo de chocolate mais gostoso que já comi na minha vida. Fiz três vezes, uma no aniversário do Marcelo (ficou P-E-R-F-E-I-T-O), outra para o Léo (o forno estava muito alto e o bolo queimou) e a última foi no sábado para a minha família (usei uma forma grande e ele ficou parecendo um brownie).
Sei que você deve estar pensando: "Como assim? Um bolo sem farinha?!". E eu te respondo: "Sem farinha e sem fermento". Mas ele fica delicioso e, apesar de ter bastante chocolate, não fica enjoativo. Mas, vou parar as divagações e parênteses e vou direto à receita.
Ingredientes
Manteiga para untar
- 300g de chocolate meio amargo quebrado em pedaços. Você também pode usar duas barras comuns de 170g, é só comer uns pedacinhos:)
- 225g de açúcar refinado (ou bata o açúcar normal no processador ou liquidificador). A Sophie Dahl usa açúcar demerara, é mais saudável, mas mais difícil de se encontrar.
- 180ml de água fervente
- 225g de manteiga cortada em cubos.
- 6 ovos.
- 1 colher de sobremesa de pó de café instantâneo.
- 1 colher de sobremesa de extrato de baunilha (Na sequência passo a receita do EXTRATO que é mais gostoso que as ESSÊNCIAS ARTIFICIAIS encontradas nos supermercados, p.ex. Dr. Oetker)
Modo de fazer
- Unte a forma redonda de fundo removível com manteiga, use papel manteiga também (esse bolo tende a grudar mais na forma do que os outros).
- Pré-aqueça o forno a 180 º C.
- Em um processador de alimentos, bata o chocolate e o açúcar até ficar bem moído. Adicione a água fervente, a manteiga, as gemas, o pó de café e a baunilha. A consistência deve ser a de uma massa um pouco mais cremosa que a dos outros bolos.
- Em uma tigela de vidro, bata as claras em neve e depois as junte delicadamente à massa (quando for misturar as claras em neve com a massa use uma colher de metal ao invés de madeira, a madeira retêm umidade e pode diminuir o aerado tão desejado).
- Despeje a mistura na assadeira preparada e leve ao forno quente por cerca de 45 a 55minutos.
- Normalmente depois de retirar o bolo do forno, ele provavelmente terá o topo com rachaduras, mas isso é normal. Deixe o bolo esfriar e coloque-o na geladeira por algumas horas.
Esse bolo é fabuloso e dispensa cobertura, mas, se você chegou até aqui não desista!
A Sophie Dahl fez uma cobertura com crème fraîche e frutas vermelhas (foto abaixo). Eu preferi fazer um creme de chocolate derretendo 100g de chocolate meio amargo em 200g de creme de leite e colocar raspas de chocolate.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Mil e uma noites... (Deveria ter postado isso no começo de julho)
Semana passada foi o aniversário da querida Roberta Soeiro e meu presente foi um (DIVINO) jantar no Arábia.
Uma semana depois e ainda não tenho palavras suficientes para descrever a experiência. Por fora restaurante passa despercebido na Haddock Lobo pela sua discrição, por dentro tem uma decoração minimalista e primorosa com tecidos pendendo de um pé direito alto e um belo jardim de inverno.
Para uma primeira visita, recomendo o Menu Club. Você pode escolher três entradas, dois pratos principais com uma guarnição (super recomendo a batata a moda, que é uma batata cozida e espremida coberta com temperos e especiarias), sobremesa e vinho. É um pouco cara R$ 138 no almoço e R$ 157. Ou, se você quiser mais moderação na conta, pode ficar com as Mezzès que custam de R$ 98 (com seis pratos e serve duas pessoas) ou R$ 168 (com doze pratos que servem de 3 a 4 pessoas).
Independente da escolha, não dá pra passar por lá sem provar, ao menos, duas delicías irresistíveis: falafel (crocantes por fora e macios por dentro, melhor que esses só os feitos por uma zelosa mãe do Oriente Médio); tabule (nunca comi um tão delicioso, trata-se de uma saladinha em que a personagem principal é a salsinha, que vem acompanhada de um punhadinho de tomate e trigo).
Outra excelente pedida são os grelhados, mas eu recomendo que você os peça em separado. O michui de frango veio bastante ressecado, mas as demais carnes (linguiça síria, kakta, michui de filé e michui de cordeiro) vieram impecáveis.

quarta-feira, 13 de abril de 2011
Conserva de Berinjeta Italiana

Essa receita tem tantas variações quantas podem ser possíveis. Esta versão eu aprendi com a minha madrinha e não é aquela cheia de passas (que acabam mascarando o sabor da berinjela). É super fácil de se fazer, mas precisa ser preparada com antecedência.
Ingredientes
- 1 kg de berinjelas inteiras descascadas
- 2 xícaras de chá de sal
- 250ml de vinage branco
- azeitona verde a gosto (costumo usar duas xícaras de chá)
- azeite a gosto
- 4 colheres de sopa de orégano
- 4 dentes de alho picadinhos
- 1/2 xícara de salsinha picada
- 1 colherinha de café de pimenta calabresa seca
- pimentão vermelho e/ou amarelo cortado em tirinhas finas a gosto (costumo usar meio pimentão grande de cada)
- 1 cebola grande picada.
- Ralar no ralador grosso a berinjela
- Colocar na tigela com o sal, colocar um prato em cima
- Deixar nessa salmoura pelo menos por 4 horas
- Lavar em um escorredor de baixo de água corrente apertando com as mãos, em seguida, coloque a berinjela ralada em um pano de prato limpo e retire o excesso de água.
- Coloque novamente em uma vasilha colocando o vinagre e deixar mais umas 4 horas
- Lavar novamente escorrendo bem
- Colocar em uma vasilha junte todos os outros ingredientes
- Tampar guardar na geladeira
- Servir após 24 horas
- Servir com torradas ou pão italiano
segunda-feira, 11 de abril de 2011
É hora de peitar as besteiras de pretensos especialistas
A Veja desta semana publicou um artigo que me deixou mais estarrecida do que o habitual.
Primeiramente, deixe-me apresentar o "articulista" que assina o texto com o título "Hora de peitar os sindicatos". Gustavo Ioschpe é filho de banqueiro, estudou toda a vida em excelentes colégios particulares, graduado pela Wharton e pós graduado pela Yale. Entre seus brilhantes artigos predominam opiniões que defendem que se pague mensalidade nas universidades públicas e que os cursos de pedagogia não formem professores com capacidade de reflexão.
O "artigo" (nem sei se dá pra chamá-lo assim!) começa comparando os sindicatos dos professores e profissionais da educação à indústria tabagista. Ora, Senhor Ioschpe, o fato de a maioria de nós não ter nascido em berço esplêndido e estudado em tão ilustres instituições não nos torna ingênuos o bastante para cair nesta comparação falaciosa.
Que a educação é importante todos sabem (aliás, nada mais senso comum do que esta afirmação!). Justamente pelo fato de a educação ser tão importante é que deve ter um sem número de setores da sociedade que se preocupem com ela e, quisera eu, que os professores fossem os exclusivos responsáveis pelo "problema educacional", isso simplificaria sua solução.
Continuando em seu texto, Ioschpe afirma que os sindicatos são poderosos porque funcionam(!). Ora, não é esta a sua finalidade?! Falta ele entender que muitas escolas públicas convivem com a violência dentro e fora de seus muros (e não me refiro à tragédia em Realengo), e que o sindicato, bem como os dirigentes escolares, pais/mães e responsáveis e a comunidade devem defender melhorias na segurança. Falta entender que ganhando mil e poucos reais, o/a professor/a precisa dar aula em dois ou três turnos e que isso prejudica a preparação e desenvolvimento das aulas, correção de provas e trabalhos e a formação continuada dos/as professores/as (afinal como arranjarão tempo para estudar se dão aula em dois ou três turnos?).
Creio que o Senhor Ioschpe NUNCA entrou em uma escola pública (que não sejam as poucas de excelência). Muitas delas parecem penitenciárias, com muros altissímos e muitas grades! Outras tantas não têm professores de química ou física, e os alunos acabam tendo professores de outras disciplinas dando essas aulas. Boa parte não tem biblioteca, quanto mais laboratórios! Os/as poucos/as professores/as que tentam impor algum limite em algumas escolas acabam sendo ameaçados e/ou agredidos! Tampouco deve ter se deparado com salas super lotadas, gostaria muito de vê-lo dando uma aula de matemática numa sala apertada para 55 adolescentes de 15 anos!
Termino este texto lembrando que se hoje temos uma escola com acesso mais ou menos democrático, isso se deve aos sindicatos dos/as professores/as e a "união dos alunos" que lutaram durante décadas pela sua democratização, por entender que isso passa por uma sociedade mais democrática. Só fico me questionando à quem este tipo de opinião atende, essa pergunta, você leitor/a é capaz de responder.
Enfim, estou cansada de ver pretensos especialistas que olham números crus, distantes da realidade e acabam por falar tanta baboseira. Mas, neste caso, como foi publicado pela Veja tudo fica muito bem esplicado.
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/hora-de-peitar-os-sindicatos
Primeiramente, deixe-me apresentar o "articulista" que assina o texto com o título "Hora de peitar os sindicatos". Gustavo Ioschpe é filho de banqueiro, estudou toda a vida em excelentes colégios particulares, graduado pela Wharton e pós graduado pela Yale. Entre seus brilhantes artigos predominam opiniões que defendem que se pague mensalidade nas universidades públicas e que os cursos de pedagogia não formem professores com capacidade de reflexão.
O "artigo" (nem sei se dá pra chamá-lo assim!) começa comparando os sindicatos dos professores e profissionais da educação à indústria tabagista. Ora, Senhor Ioschpe, o fato de a maioria de nós não ter nascido em berço esplêndido e estudado em tão ilustres instituições não nos torna ingênuos o bastante para cair nesta comparação falaciosa.
Que a educação é importante todos sabem (aliás, nada mais senso comum do que esta afirmação!). Justamente pelo fato de a educação ser tão importante é que deve ter um sem número de setores da sociedade que se preocupem com ela e, quisera eu, que os professores fossem os exclusivos responsáveis pelo "problema educacional", isso simplificaria sua solução.
Continuando em seu texto, Ioschpe afirma que os sindicatos são poderosos porque funcionam(!). Ora, não é esta a sua finalidade?! Falta ele entender que muitas escolas públicas convivem com a violência dentro e fora de seus muros (e não me refiro à tragédia em Realengo), e que o sindicato, bem como os dirigentes escolares, pais/mães e responsáveis e a comunidade devem defender melhorias na segurança. Falta entender que ganhando mil e poucos reais, o/a professor/a precisa dar aula em dois ou três turnos e que isso prejudica a preparação e desenvolvimento das aulas, correção de provas e trabalhos e a formação continuada dos/as professores/as (afinal como arranjarão tempo para estudar se dão aula em dois ou três turnos?).
Creio que o Senhor Ioschpe NUNCA entrou em uma escola pública (que não sejam as poucas de excelência). Muitas delas parecem penitenciárias, com muros altissímos e muitas grades! Outras tantas não têm professores de química ou física, e os alunos acabam tendo professores de outras disciplinas dando essas aulas. Boa parte não tem biblioteca, quanto mais laboratórios! Os/as poucos/as professores/as que tentam impor algum limite em algumas escolas acabam sendo ameaçados e/ou agredidos! Tampouco deve ter se deparado com salas super lotadas, gostaria muito de vê-lo dando uma aula de matemática numa sala apertada para 55 adolescentes de 15 anos!
Termino este texto lembrando que se hoje temos uma escola com acesso mais ou menos democrático, isso se deve aos sindicatos dos/as professores/as e a "união dos alunos" que lutaram durante décadas pela sua democratização, por entender que isso passa por uma sociedade mais democrática. Só fico me questionando à quem este tipo de opinião atende, essa pergunta, você leitor/a é capaz de responder.
Enfim, estou cansada de ver pretensos especialistas que olham números crus, distantes da realidade e acabam por falar tanta baboseira. Mas, neste caso, como foi publicado pela Veja tudo fica muito bem esplicado.
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/hora-de-peitar-os-sindicatos
quinta-feira, 17 de março de 2011
A ditadura da magreza

Todos os dias passo na frente de várias bancas de jornais, normalmente dou uma parada para dar uma olhada nos jornais ou comprar revistas.
Invariavelmente, fico espantada com a quantidade de revistas femininas com capas vendendo milagres do tipo "Seque 5kg em uma semana" ou "Barriga chapada com a dieta da sopa", mais impressionante é que normalmente, na mesma revista tem encartes de receitas de tortas, brigadeiros e outras delícias altamente engordativas. Essas revistas são vendidas à preços populares, estampam em suas capas mulheres que podem pagar por cirurgias plásticas, consultas com nutricionistas e endocrinologistas, tratamentos estéticos, spas e academias. Não pensem vocês que esta opressão se restringe às mulheres pobres ou de classe média baixa, temos revistas vendendo a magreza para todas as classes sociais! Descobri que tem uma só sobre cirurgias plásticas!
Essa opressão vem dos homens, afinal, quantas vezes vemos homens feios dizendo que só ficam com mulheres bonitas ou caras gordos reclamando do peso de suas namoradas? Eu normalmente recomendo a eles equipem seus banheiros com espelhos e balanças. Mas, enfim, é normal e aceitável que um homem feio se relacione com uma mulher bonita, afinal, ele é inteligente, divertido e interessante. Já o contrário não é permitido, quantas vezes ouvi justificativas estapafurdias para o casal Marília Gabriela e Reinaldo Gianecchini? Neste caso não pode haver um interesse genuíno.
Por outro lado, muitas mulheres reproduzem essa opressão. Quantas não são as jornalistas de periódicos femininos que deixam de tratar de problemas femininos mais sérios para se dedicar a afirmar que você está gorda?!
Estive conversando com uma nutricionista e ela me falou sobre os problemas dessas dietas milagrosas. Muitas vezes a mulher precisa mais de um/a psicólogo/a do que de um personal trainner, porque ela está ganhando peso por ansiedade, porque é muito cobrada pela sociedade, trabalho e família e acaba tendo na comida uma válvula de escape para toda essa (o)pressão! Por outras, a mulher precisa se tornar mais dona da sua própria vida (e isso pode significar se livrar de um companheiro que não é nenhum Tom Brady mas espera que a companheira seja uma Gisele Bündchen).
Além do mais, porque não podemos ficar à vontade com o nosso corpo como ele é? Claro, isso não significa que devemos negligenciar a saúde, mas precisamos mesmo de tantos (outros) sacrifícios?
sábado, 5 de março de 2011
Moqueca de Peixe e Frutos do Mar

A moqueca, assim como outras iguarias da culinária nacional, tem inúmeras variações.
Essa receita é a minha preferida, muito provavelmente pela versatilidade. Se houver algum/a conviva alégico/a camarões, você pode substituir na mesma medida de mexilhões ou lulas, ou aumentar a quantidade de peixe. Ah, e rende oito pratos substanciosos e custa em média 40 reais.
Mas, vamos à receita que já estou com água na boca ;).
Ingredientes:
- 300g de camarões cinza inteiros ou 250g deles limpos. Lembrando que com a carcaça você pode preparar um excelente caldo de camarão (veja receita na postagem Cuscuz de Panela).
- 200g de lulas limpas em anéis.
- 200g de polvo picado.
- 300g de lombo de cação picado grande.
- 2 tomates picados sem sementes.
- 1/2 pimenta dedo de moça sem sementes picada em pedacinhos.
- 1/2 pimentão vermelho picado.
- 1/2 pimentão amarelo picado.
- 1 cebola média picada.
- 2 dentes de alho picados.
- 5 galhinhos de coentro picados.
- 100 ml de leite de coco (meia garrafinha).
- 100 ml de azeite de dendê (meia garrafinha)
- suco de um limão taiti.
Deixe os frutos do mar (camarões, lulas e polvo) descansarem no suco de limão.
Esquente e panela e coloque o azeite de dendê, assim que seu aroma ficar intenso coloque a cebola e deixe dourar um pouco, acrescente o alho e quando estiver dourado acrescente os tomates, a pimenta e os pimentões.
Assim que refogar acrescente o cação, mexa delicadamente por três minutos e acrescente o leite de coco e os frutos do mar. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por mais cinco minutos. Desligue o fogo e acrescente o coentro.
Sirva com arroz branco e pirão.
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